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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pertencer a um lugar...

Parte II


Pertencer a um lugar... Frase forte. Instigante.

Quando nascemos, já somos predestinados a um lugar, uma nacionalidade, uma cultura, uma sociedade e assim, a participação em alguns grupos.

Vários papeis são desempenhados na sociedade, existem muitas raças, aptidões, culturas, ideais, SONHOS, enfim, tudo torna-se uma mistura de seres humanos que conseqüentemente ocupam um espaço e pertencem a um lugar.

Bem... quase todos. A loucura, por exemplo, veio passando por vários estigmas durante toda a historia. Loucura... O que é loucura? Antes de prosseguir a leitura... Reflita tal conceito.

Enfim, a loucura tem enfrentado por preconceitos, durante todo o contexto histórico; pessoas portadoras de uma doença mental eram acometidas como seres demoníacos, sujeitos a possessões e exorcismos.

(Imagem "Extração da Pedra da Loucura" - Rituais realizados por Igrejas. Portadores de doenças mentais passavam por uma "cirurgia", onde suas cabeças eram furadas. Alguns chegavam a sangrar até a morte.)


Os transtornos mentais foram classificados de várias maneiras, ás vezes também era considerado como dádiva em algumas culturas, mas por pouco período de tempo. Entretanto, o desconhecido causa na humanidade MEDO, e assim, a loucura foi repreendida de novo e de novo...

A ciência foi ganhando força e a loucura começou a ganhar espaço nos estudos. Porém, não foi o suficiente para que SERES HUMANOS fossem submetidos a cruéis situações de negligencias, eletro choques, expostas a maus tratos, trancafiadas sem condições de higiene, amarradas, submissas a cruéis experimentos e muitas vezes levadas a óbito.


A loucura os prendia, mas suas fantasias clamavam por liberdade!


Pertencer a algum lugar instiga-me a refletir. A psicose transforma as pessoas em seres dependentes a um mundo embotado, um mundo que apenas eles fantasiam, deliram, alucinam e vivem.


O egoísmo nasce em seres incapazes de compreender que todos têm o direito de pertencer além do fantasmático e até onde suas condições oferecem. Quem disse que a vida é apenas o que se vê ao redor? Pode-se ir além...


A DIFERENÇA faz com que as pessoas tornem-se únicas, a ponto de pertencerem em sociedades, culturas, ideologias e até em seus próprios mundos. Não basta apenas fechar os olhos, é necessário sentir, acreditar e apostar na idéia!

domingo, 25 de abril de 2010

Pertencer a um lugar...



PARTE I

Gostaria de transmitir o que sinto. Normalmente uma melodia de alguma forma transforma a vida das pessoas, as tocam e as fazem refletir.

Por isso, minhas percepções e experiências poderiam promover sensações incansáveis, delirantes e fantásticas para quem lesse o que sinto. Pois, quando somos tocados por uma melodia, entramos em seu mundo e compreendemos seus sofrimentos, angustias e alegrias.

Pretendo escrever um pouco sobre uma das minhas paixões: A Saúde Mental. Descobri esta paixão nos estágios da faculdade. As primeiras experiências foram no hospital psiquiátrico e no CAPS.

Engraçado! Lembro como se fosse hoje. A sensação de ansiedade, medo e curiosidade ao colocar os pés dentro do hospital psiquiátrico. Conhecer a loucura era para mim, uma loucura, pois não sabia o que seria; como, por exemplo, o medo de ser atacada pelos pacientes, mas a curiosidade e a sensação de pertencer á aquele lugar me deu forças.


Havia estagiários apreensivos, curiosos e amedrontados esperando em uma sala, enquanto, no corredor da mesma, éramos separados pelos pacientes por um grande portão trancado por fechaduras e chaves.

Ao observar, quando os pacientes perceberam a presença dos estagiários, iam a bandos até o portão. Lá havia “seminaristas”, “Napoleões”, pacientes maltrapilhos, babando por causa dos medicamentos e músicas eram cantadas em um tom alto, clamada de dores, alegrias, louvores, alucinações e delírios vivenciados por eles.

A priori, a sensação foi de tristeza, dó e indignação, entretanto, havia naquele lugar SERES HUMANOS, e por algum motivo senti que fazia parte daquele lugar e que estava lá por um importante motivo: Humanizar e Compartilhar. A partir daquele dia, minha vida se transformou e como pessoa: eu cresci.

A partir disso, conhecê-los e entrar em seus mundos paralelos, me fez perceber que temos tendência e as mesmas condições em adoecer. Que somos iguais! Humanos ao ponto de frustrar-se, sofrer, amar, chorar, surtar e até enlouquecer.

Hoje posto para dizer que estou muito feliz em iniciar minha pós na área de Saúde Mental, e que pretendo continuar essa postagem relatando um pouco das minhas experiências, sensações e sentimentos frente a esse assunto.

Percebo que encontrei o meu lugar, minhas identificações, pretensões...
Com isso, procuro questionar: Qual é o lugar desses seres humanos? Não cabe a nós escolher, impôr, rotular... Todos pertencemos a um lugar, não importa o mundo, a escolha, e necessidade... O que importa é ser Feliz!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Momento Narciso...


Passando pra refletir...

Procuro sensações....

Sensaões nas quais sinto... em simples dias, noites frias, dias assim...

Palpitações, respiração... sem imagens, sem passagens, nem histórias...

Nessa constante procura, concluo que, nunca estará no outro...

Está tudo dentro de mim... Sou tudo isso e mais um pouco...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um Suspiro, A Impaciência.


No presente momento o convido a fazer uma viagem. Não precisas de aparatos, apenas coragem, pois o destino é a própria alma. Quantas vezes perguntastes o porquê tantos planos não chegaram ao seu destino ou em quem colocastes culpa por não terem sidos cumpridos.

Quem não se cobra? Unhas roídas, mãos trêmulas e noites de insônia. Já até o classificaram, dizendo que seria ANSIEDADE e quando questionam os sintomas indaga-se que a sensação é de receio, apreensão, taquicardia, sudorese e dentre outros indícios.

Mas fechando os olhos, pense! Como esse medo nasceu e como foi que deixaste a insegurança preencher sua vida? Há quanto tempo conseguiste ficar só e avaliastes as próprias atitudes? Tarefa difícil até para os mais sábios, pois o inferno não é os outros e sim a própria incapacidade.

Nessa viagem, ao longe, suspira-se um som: PACIÊNCIA. Esta está presente na dádiva da vida, pois com ela tudo se torna verdadeiro.

Percebeste quanto tempo o botão de uma rosa demora a desabrochar? Quantas ventanias e madrugadas de neblinas suportam para transformar-se em uma linda flor. E a lagarta? Que repousa na esperança de um belo dia tornar-se uma borboleta, para assim, alcançar o céu. Todos, perante o dom da vida, acreditam nos seus destinos.

E porque não acreditastes em si? Sendo o único ser capaz de construir a própria história, fazer escolhas e viver não apenas para desabrochar ou voar, mas aprender com as frustrações e um dia poder fazer tudo novamente, contudo de maneira desigual.

Saibas que, conhecer a si é ser presenteado com a dádiva da PACIÊNCIA, pois apenas quem a possui, saboreia o fruto mais doce: o desvelar da própria história.


Aff! Esse tempinho frio me desperta muita inspiração! Paciência! Pra quê portar a impaciência se ao nosso redor há muito o que desfrutar, sentir e viver! Espero que tenha agradado algum leitor...

bjo bjooo

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Verdade sobre o Desejo.



O que motiva o ser humano a suportar certas dores? O que instiga o homem a buscar cada vez mais a realizar sonhos? O que o faz tornar-se um ser ativo ao invés da passividade?

Como certos crentes, perante a vida, possuem da paciência para conseguir algumas coisas? Ou nem sempre... Às vezes é difícil deixar que a paciência reja sobre os desejos.

DESEJO, palavra na qual desperta nos indivíduos repulsa, satisfação, meta, sentido e loucuras. No senso comum, o desejo é considerado de cunho sexual, aquele que remete o ser humano a realizar fantasias ocultas e a desempenhar comportamentos findados ao ato relacional.

Atualmente, a busca de satisfação imediata aumenta na existência dos seres humanos, contudo a vontade de sanar os desejos transforma-os em dependentes químicos, impulsivos, compulsivos e a desenvolver muitos outros problemas, que findam a capacidade em reconhecer os próprios limites.

Quem é que não impõem metas para viver? Existem aqueles que fazem da vida alvo de objetivos, como por exemplo, estudar para se formar e conseguir um emprego a altura do merecido, casar e construir uma família, ser feliz e etc.

Em meio a todos os objetivos, o sentimento de tornar-se um ser melhor, tomar as rédeas da vida, construir um caminho conforme o planejado e se apropriar da própria essência, atribuindo o “sentido”; também é considerado um desejo.

Porventura, se o desejo incita o sentido, por outro partido, também ocasiona a sua perca. Faz com que os seres humanos tornam-se vendados à realidade e se transformam em “loucos”.

Entretanto, quando ouvir-se falar sobre a realização de um desejo, sabe-se que nunca existirá a satisfação real, mas a procura de uma falta nunca realizada, clamando para que um dia assim, seja saciada.

O desejo, todavia, é a “alavanca” que sempre moverá o ser humano. Sendo assim, ás vezes sua salvação, porém por vezes o seu próprio carma; pois enquanto houver um suspiro de desejo, sempre haverá seres portadores de sentimentos designados à vida. E você... qual é o seu desejo?



Esse post é dedicado ao grande amigo Marcos Paulo.
Foi quem me deu a idéia do tema, espero ter correspondido...
:D
Bjo bjo

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Respeito = Amor Próprio




"Os homens não tem muito respeito pelos outros porque têm pouco até por si próprios"

(Leon Tolstoi)


Olá!!! Hoje inicio com uma frase interessante aos olhos daqueles que questionam sobre o tema RESPEITO.


RESPEITO... Palavra na qual porta muitos questionamentos, geram conflitos e motiva educadores e profissionais de várias áreas. No dicionário a palavra RESPEITO é caracterizada como: 1. Ato ou efeito de respeitar (-se)/2. Reverência, veneração/3. Lado pelo qual se encara uma questão; ponto de vista; aspecto/4. Medo; temor, receio/5. Relação; referência/ Etc.


Atualmente, deparamos com situações cotidianas que instigam nossas atitutes frente ao próximo, como por exemplo, em casa, com os amigos, no serviço, na fila do banco, no trânsito, no restaurante, na escola e etc. Porventura, também encontramos fatos que nos impressionam por um constante desalento, exemplificando, cenas de violência familiar, violência no trânsito, preconceito, abuso de autoridade, abuso sexual e entre muitos outros abusos que nos enojam, e que dia-após-dia somos obrigados a engolir ou "fingir" que estamos acostumados com tais ocorrências.

Entretanto, diante de tantas circunstâncias, atualmente pais, educadores e profissionais desmotivam-se e amedrontam-se idealizando ou aguardando um futuro devastador. Esperar...eis a solução???

Todos sabemos que o comportamento desempenhado por pais/cuidadores, educadores e qualquer outro tipo de personagem representativo, ajudam a desenvolver a personalidade das crianças. Poranto, quando tais figuras apresentam dificuldade em seguir regras, limites e respeitar o próximo, contribuem para que os mesmos atos sejam repetidos e melhor ou "pior" aprimorados, com o tempo, por aqueles que os veneram. Fica aí, um dos itens citado no dicionário relação e referência, ou seja, quando o individuo é admirado, mínimas condutas são imitadas.

Impor será a melhor solução? Respeito em troco de terrorismo? Pense sobre isso...

Antes de finalizar, a conclusão e a mensagem que pretendo deixar são pensamentos que permeiam e movem meus atos de esperança.

Acredito que instigar o ser humano a acreditar em si próprio, enxergar na capacidade em lidar com seus sentimentos, frustrações e a compreender um pouco mais de si; auxilia a perceber que o respeito, antes de mais nada, é um ato para apenas pessoas fortes o bastante e capazes de aprenderem com as diferenças.
O amor próprio é o primeiro passo.


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Psicologia = Laços de Amor





Salve Salve!!!!


Há quanto tempo não posto aki???
Quanto tempo, não?!?!
Eu havia jurado que iria levar esse blog mais a sério, mas por forças maiores me afastei.
Creio que esses motivos possam-se dar um desconto. :D
Estou muito feliz, pois comecei a trabalhar, na qual, irá fazer um mês dia 4 de Abril.
Fui contratada pelo Educandário da cidade que porventura, é uma das áreas em que me identifico e amo desempenhar.

Crianças sempre foi uma paixão em trabalhar, ainda mais poder ter a oportunidade em desenvolver atividades e estar em contato com crianças que estiveram em situações de risco, me faz olhar para a própria infância e refletir o que poderia ser mudado ou encarado como uma benção.

Está sendo fantástico, mesmo ainda conhecendo tudo minuciosamente, espero corresponder as expectativas da instituição e ajudar as crianças a manter a saúde psiquica e a desenvolverem um caráter suficiente para suas pequenas almas em construção.
Antes de finalizar, coloquei uma imagem muito linda e interessante que achei pela net.
Quando a vi, imaginei como o meu trabalho de psicóloga será importante para a reconstrução da vida dessas crianças:
Ajudá-las a compreender que o vínculo é importante, mesmo que a vida tenha os afastada do mais simples contato parental.
Ajudá-las a entender que a confiança é essencial para que se possa construir, durante todo o caminho da vida, laços verdadeiros de cumplicidade e amor pelo próximo, e principalmente por si mesmo.
E fudamentalmente, poderem se apropriar da própria história, e das possibilidades que, atualmente a vida os oferecem.


Bom... por hoje é só!! Bjo bjoo