
Diariamente os ser humano vem tratado em sessões psicoterápicas a dor do vazio. Sensações inimagináveis, pertencentes ao anonimato, e tais conflitos normalmente são projetados no outro.
Relatar o vazio! Nesse instante uma frase atravessou meus pensamentos e apenas penso e penso: “Na parede de seu quarto idealizava um paraíso, mas os paraísos são providos de tentações e seus sonhos permaneciam adormecidos... Não me deixe...”.
Lacan, em seus estudos relata a importância das palavras, do significante e do seu significado. Às vezes, ser psicólogo ajuda-nos a perceber algumas sensações ou até a compreender alguns sentimentos.
Porém, algumas vezes, entender algum dos nossos próprios mecanismos faz-me pensar o quanto é bom não saber o que não se sabe. Quando sofro, quando choro, vejo resistências e vejo medos. Todavia, quando os avalio são tão medíocres, quando olhados de cima.
E assim, frases rodeiam minha mente: "Almas pequenas... Pequenos sonhos... Queria ir pra lua... E vê-los... Para certificar de como tudo é simples e minúsculo...”.
Então percebo como é difícil se apropriar da própria vida e de como ir para a lua e trancar-se no quarto é tão mais fácil do que rever as resistências e os medos.
Quando observo sonhos, relato “... Não me deixe” e idealizo paraísos, entretanto, tento mensurar quantas vezes alcancei meus sonhos. E se realmente me deixarem...??? Será que demonstrei todos meus verdadeiros sentimentos?
Filosofando novamente: "Mas meus paraísos... E meus paraísos...??? Apenas quem no fundo dos meus olhos mergulhou pôde encontrar quem realmente sou".
Percebestes como projetar é constante? Ao concluir meus pensamentos, percebo que ao reprimir e menos questionar, perambulo em meio à escuridão e ao vazio.
Na parede do meu quarto, desenho formas, necessito de respostas e reclamo. Como são minúsculos meus problemas!
