
Você adotaria uma criança? O que se deve saber sobre adoção?
Quando se trata do assunto adoção, conceitos são rodeados de resistências e incertezas sobre a escolha em incluir um individuo no contexto familiar.
Compreender tais resistências subsidia-se a questionamentos perante a vivência e a experiência da criança ou adolescente antes de sua inserção a uma nova família.
Sabe-se que existe uma gama de historias que influenciam na formação da
personalidade do ser humano, e assim é desenvolvida a estrutura psíquica de cada indivíduo, como por exemplo, lidar com as frustrações, estabelecer vínculos etc.
Entretanto, o que se deve analisar perante uma adoção?
Infelizmente, ainda existem crianças e adolescentes que sofrem por negligencias, violência física e psicológica, abuso e exploração física no âmbito doméstico.
Normalmente, são de famílias desorganizadas, que sofrem pela repetição de um ciclo vicioso, nas quais foram desprovidas de orientação e capacidade de serem amparadas de um ambiente sadio.
Assim sendo, muitas crianças e adolescentes são retiradas do ambiente adoecedor e são inseridas em abrigos, em contração esperam pela possibilidade em serem incluídas em outras famílias.
Quando crianças são abrigadas em instituições, a agonia e a tristeza em observar os danos psíquicos causado pelo histórico vivencial e pela espera por retornarem a um ambiente oferecedor de amparo e afetividade, fazem com que possamos refletir nos possíveis reparos.
Como psicóloga, todo o dia, a luta em reestruturar crianças abrigadas, da lembrança frente ao abandono e do desalento diante da precisão de um simples afeto, [AFETO: artifício este, NECESSARIO, para a construção da sanidade de um individuo] faz com que reconheça e compreenda, por vezes, a indiferença e a dificuldade desses “pequenos seres” em vincular-se com outras pessoas.
Normalmente, o perfil de crianças que são abrigadas, pode-se observar a dificuldade em estabelecer vínculos afetivos e a oscilação em suas relações.
Como por exemplo, às vezes amam e às vezes odeiam, como uma forma de “testar” até onde o sentimento do outro é valido ou por manifestar receio em novamente sofrer abandono. Com isso, são crianças vitimas de preconceito e incompreendidas.
E quando uma família carece da necessidade em adotar um filho? É importante analisar o interesse e como a criança ou adolescente é idealizado, ou seja, DESEJADO.
Através do mapeamento dos motivos em adotar uma criança, faz com que haja uma conciliação entre a manifestação dos desejos da família e a necessidade da criança, e assim uma construção é realizada para que ocorra a inclusão da criança no ambiente familiar.
Segundo Donalds Woods Winnicott, o ambiente familiar refere-se a um lugar que propicia condições físicas e psicológicas com os quais o individuo convive, e assim, oferece condições satisfatórias no atendimento das necessidades do indivíduo para que este consiga também criar condições próprias de cuidados.
Entretanto, é essencial que as famílias sejam bem analisadas e os seus desejos compreendidos; e que informações essenciais da criança também sejam fornecidas, para que assim, o filho ocupe um lugar naquela família.
Enfim, adoção é muito mais do que “Aceitação voluntária e legal de uma criança como filho”, é a possibilidade de completude de ambas as partes. É conceder sentido a seres vitimizados, em poderem resignificar suas experiências vivenciais através do simples ato de amar. Não precisa-se de muito, é só DESEJAR!
Enfim, adoção é muito mais do que “Aceitação voluntária e legal de uma criança como filho”, é a possibilidade de completude de ambas as partes. É conceder sentido a seres vitimizados, em poderem resignificar suas experiências vivenciais através do simples ato de amar. Não precisa-se de muito, é só DESEJAR!
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