
Da janela viam-se crianças nas ruas jogando bola, pulando corda e subindo em árvores, enquanto seus responsáveis assistiam as telenovelas da casa de Dona Maria, confraternizavam os “bolinhos de chuva” e dividiam as experiências rotineiras.
Entretanto, com o passar dos tempos, as ruas de terra por onde as crianças brincavam, foram substituídas por asfaltos e trânsito, na residência de Dona Maria existe um “arranha céu” com variados apartamentos e grades, e as famílias que ali compartilhavam suas histórias, seguiram rumos diferentes e sabe-se lá por onde andam!?!?!?
O sinônimo dessa nova Era é a SOLIDÃO.
Há pouco tempo a “solidão” era considerada um estado de quem se sentia só, de indivíduos que não se adequavam à sociedade ou eram excluídos desta. Todavia, atualmente, a solidão é considerada como “opcional” para os seres humanos.
O mundo tornou-se individualista, competitivo e com isso, os contatos interpessoais foram enfraquecidos. Ao observar, as conseqüências nessas vivências foram marcadas pela ausência de sentido e objetivo de vida, falta de interação e angústia por não produzirem relacionamentos significativos.
Então, quando o ser humano depara-se com tais condições, questiona o próprio nascimento e já indaga o mesmo pela morte solitária, e assim decide a vida por uma passagem individualista.
Apesar de não mais existir a janela por onde se via as crianças correrem, as conversas advindas da casa de Dona Maria e o aroma dos “bolinhos de chuva”; ainda existem seres humanos que são únicos, mas que dependem de outros seres humanos para darem sentidos em suas vidas e tornar-las em experiências significativas.
Contudo, cuide da saúde mental sendo livre, mas sociabilizando com os variados tipos de pessoas, respeitando e compreendendo-as. Afinal, em que ilha você reside?
