Total de visualizações de página


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Redução de Danos...



Quando se questiona qual é o papel dos indivíduos que estão inseridos em uma cultura, diante dos problemas sociais, é considerado um momento para que abarquem críticas e métodos que possam ser desenvolvidos na tomada de tais providencias.

O tema que hoje é de pretensão abranger, está relacionado às maiores dificuldades que atualmente a sociedade e as políticas públicas tem enfrentado: a questão das drogas e da prostituição.

Em suma, antes de discriminar e precipitar-se nas tomadas de decisões, é de importância compreender quais foram às influências e entregar-se a uma viagem de cunho histórico, para assim, perceber que os fatores enfrentados atualmente, eram vivenciados pelas diferentes culturas, todavia em suas distintas concepções.

A prostituição, no antigo Egito, por exemplo, ponderavam que a prática tinha uma ritualização, visto que, as prostitutas, consideradas sagradas, recebiam honras de verdadeiras divindades e presentes em troca de favores sexuais.

Em outro contexto cultural e histórico, por exemplo, foi após o advento da Revolução Industrial, em que houve um crescimento na prostituição, pois as condições da vida no campo tornaram-se precárias.

Com isso, as mulheres passaram a somar à força de trabalho e as condições eram desumanas, então muitas começaram a prostituir-se em troca de favores dos patrões e capatazes, expandindo então a prostituição e o tráfico de mulheres.


Com o passar do tempo, as prostitutas passaram a serem perseguidas pelos órgãos de repressão; se exercitassem a atividade publicamente.

Com a propagação da falta de medidas profiláticas e de higiene, o controle da propagação de doenças sexualmente transmissíveis e outras enfermidades tornaram a prostituição uma prática nociva para prostitutas e clientes.

Outro enfoque de grande impacto social são as drogas, que nos contextos culturais e históricos, por exemplo, tiveram grande repercussão em tratamentos medicinais.

Um exemplo foi quando no século XIX, a cocaína ganhou maior popularidade, onde, o pai da psicanálise, Sigmund Freud, atraído pelos efeitos psicotrópicos da mesma; a utilizava em seus pacientes.

Todavia, no mesmo século, surgiram os sintomas psicóticos e depressivos da droga, e então variados danos físicos e psíquicos relacionados à cocaína já haviam sido registrados.

Outro dado interessante é a maconha que, no final do século XIX, era utilizada como psicotrópico por artistas e escritores, no entanto, ainda era considerado um medicamento utilizado por vários laboratórios farmacêuticos.

No entanto, fazer uma efêmera viagem nas culturas, pode-se observar o impacto e a influência que a sociedade sofre ate os dias atuais.

Os fatores enfrentados, apesar de apresentarem satisfatórias repercussões antigamente, como por exemplo, as drogas para o uso medicamentoso, também se agravaram nos estilos de vidas das pessoas que hoje se deparam com o seu uso excessivo e da ausência de medidas profiláticas, no caso da prostituição.

Com isso, a taxa de mortalidade e fatores de riscos vem agravando-se, e tais assuntos passam a serem temáticas de extrema importância.

Assim, são analisadas medidas para que possam ser adquiridas, tanto por parte das políticas públicas de saúde quanto por parte de cada individuo que compõem a sociedade.

A REDUÇÃO DE DANOS é uma das técnicas utilizada e também discriminada por alguns órgãos. Por exemplo, nas questões acima levantadas, a Redução de Danos abrange o método da distribuição de preservativos e seringas descartáveis.

Além de evitar danos maiores, como por exemplo, o aumento de doenças transmissíveis e de outras enfermidades, também contribui para a redução dos gastos nos setores públicos de saúde.

Como profissional da saúde, além acreditar no efeito de tal método, creio que a responsabilidade não está apenas nas práticas governamentais e/ou nos órgãos de saúde, mas em conjunto ao compromisso social de cada indivíduo.

De antemão, é necessário compreender o histórico e a cultura em que está inserido, e assim não esquecer os motivos que influenciaram tais modos de vidas, e então estar ilimitado a conhecer e até a adotar tais métodos preventivos.

Entretanto, suscito os leitores a refletirem sobre suas atitudes perante tal assunto. E você? Qual o seu papel na sociedade
?












segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Analogia á Vida. By N.M.



PolíA Persistência da Memória - Salvador Dali
O Grito – Munch



Era cedo, mas o tempo apontava como tarde e as estações relutavam para que as lembranças findavam-se ao relento da noite que já era passado...

O TEMPO, era regido pela paciência, fornecia abrigo para a “Indecisão” e por mais que as medidas das horas influenciavam nas suas mudanças no desenvolvimento do dia e das estações, ele compreendia os motivos pelos quais oscilavam.

Porém, naquela manhã, o TEMPO, havia se esquecido da razão pelo qual existia.

...certo dia, o TEMPO se apaixonou pela ANGUSTIA. ANGUSTIA para seus olhos, era bela, porém aquela bela moça possuía muita ânsia, pois não tinha certeza do que desejava para sua existência.

Apesar de tudo, o TEMPO por compreender os motivos das oscilações e por abrigar tantas indecisões decorrentes do existir, não importou-se com os medos que a ANGUSTIA manifestava.

ANGUSTIA durante toda sua vida, carregava segredos, e mesmo sabendo que o TEMPO compreenderia suas ansiedades e medos, mentiu por medo de perdê-lo.

ANGUSTIA não acreditava que o “tempo” era o verdadeiro remédio para seus medos e o “vicio” em desacreditar no sentido da vida, fez com que o TEMPO descobrisse que seu amor havia tornado-se em vão.

Naquela manhã, o TEMPO desnorteou-se e percebeu que sua existência não havia mais sentido sem a companhia de ANGUSTIA. O passado tornou-se presente, e o TEMPO não soube mais lidar com o devaneio da vida.

Sabe-se que todo ser humano existe dentro de um tempo determinado, ou seja, é limitado, com isso, a angústia é pertencente ao simples fato de viver.

Existem pessoas que temem pelo medo de atirar-se em suas escolhas e acreditam que pelo pouco tempo que lhes têm, nunca poderão errar, mas também desacreditam que suas escolhas poderão ser as certas.

Viver exige paciência e sabendo que o TEMPO é curto, o ser humano muitas vezes se esquece que ele cura feridas, oferece experiências e proporciona possibilidades para que nunca se estagne perante a vida, todavia, a angustia é traiçoeira e causa na humanidade conflitos ansiosos.

O TEMPO, em conseqüência do seu doentio amor, nunca mais se desvinculou da ANGUSTIA...

Quando o ser humano alegra-se em experienciar um momento, o tempo torna-se efêmero, porém quando a humanidade angustia-se em alguma situação, o tempo pára e a venera.

Assim, aprisionado pelo tempo e seguidor da angustia o ser humano perambula...




segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ADOÇÃO: Resignificar Vidas.




Você adotaria uma criança? O que se deve saber sobre adoção?

Quando se trata do assunto adoção, conceitos são rodeados de resistências e incertezas sobre a escolha em incluir um individuo no contexto familiar.

Compreender tais resistências subsidia-se a questionamentos perante a vivência e a experiência da criança ou adolescente antes de sua inserção a uma nova família.

Sabe-se que existe uma gama de historias que influenciam na formação da
personalidade do ser humano, e assim é desenvolvida a estrutura psíquica de cada indivíduo, como por exemplo, lidar com as frustrações, estabelecer vínculos etc.

Entretanto, o que se deve analisar perante uma adoção?

Infelizmente, ainda existem crianças e adolescentes que sofrem por negligencias, violência física e psicológica, abuso e exploração física no âmbito doméstico.

Normalmente, são de famílias desorganizadas, que sofrem pela repetição de um ciclo vicioso, nas quais foram desprovidas de orientação e capacidade de serem amparadas de um ambiente sadio.

Assim sendo, muitas crianças e adolescentes são retiradas do ambiente adoecedor e são inseridas em abrigos, em contração esperam pela possibilidade em serem incluídas em outras famílias.

Quando crianças são abrigadas em instituições, a agonia e a tristeza em observar os danos psíquicos causado pelo histórico vivencial e pela espera por retornarem a um ambiente oferecedor de amparo e afetividade, fazem com que possamos refletir nos possíveis reparos.

Como psicóloga, todo o dia, a luta em reestruturar crianças abrigadas, da lembrança frente ao abandono e do desalento diante da precisão de um simples afeto, [AFETO: artifício este, NECESSARIO, para a construção da sanidade de um individuo] faz com que reconheça e compreenda, por vezes, a indiferença e a dificuldade desses “pequenos seres” em vincular-se com outras pessoas.

Normalmente, o perfil de crianças que são abrigadas, pode-se observar a dificuldade em estabelecer vínculos afetivos e a oscilação em suas relações.

Como por exemplo, às vezes amam e às vezes odeiam, como uma forma de “testar” até onde o sentimento do outro é valido ou por manifestar receio em novamente sofrer abandono. Com isso, são crianças vitimas de preconceito e incompreendidas.

E quando uma família carece da necessidade em adotar um filho? É importante analisar o interesse e como a criança ou adolescente é idealizado, ou seja, DESEJADO.

Através do mapeamento dos motivos em adotar uma criança, faz com que haja uma conciliação entre a manifestação dos desejos da família e a necessidade da criança, e assim uma construção é realizada para que ocorra a inclusão da criança no ambiente familiar.

Segundo Donalds Woods Winnicott, o ambiente familiar refere-se a um lugar que propicia condições físicas e psicológicas com os quais o individuo convive, e assim, oferece condições satisfatórias no atendimento das necessidades do indivíduo para que este consiga também criar condições próprias de cuidados.
Entretanto, é essencial que as famílias sejam bem analisadas e os seus desejos compreendidos; e que informações essenciais da criança também sejam fornecidas, para que assim, o filho ocupe um lugar naquela família.

Enfim, adoção é muito mais do que “Aceitação voluntária e legal de uma criança como filho”, é a possibilidade de completude de ambas as partes. É conceder sentido a seres vitimizados, em poderem resignificar suas experiências vivenciais através do simples ato de amar. Não precisa-se de muito, é só DESEJAR!

Entre e Confira =D

Aqui está um pouco do meu trabalho...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Repetição






Diariamente os ser humano vem tratado em sessões psicoterápicas a dor do vazio. Sensações inimagináveis, pertencentes ao anonimato, e tais conflitos normalmente são projetados no outro.

Relatar o vazio! Nesse instante uma frase atravessou meus pensamentos e apenas penso e penso: “Na parede de seu quarto idealizava um paraíso, mas os paraísos são providos de tentações e seus sonhos permaneciam adormecidos... Não me deixe...”.
Lacan, em seus estudos relata a importância das palavras, do significante e do seu significado. Às vezes, ser psicólogo ajuda-nos a perceber algumas sensações ou até a compreender alguns sentimentos.

Porém, algumas vezes, entender algum dos nossos próprios mecanismos faz-me pensar o quanto é bom não saber o que não se sabe. Quando sofro, quando choro, vejo resistências e vejo medos. Todavia, quando os avalio são tão medíocres, quando olhados de cima.

E assim, frases rodeiam minha mente: "Almas pequenas... Pequenos sonhos... Queria ir pra lua... E vê-los... Para certificar de como tudo é simples e minúsculo...”.


Então percebo como é difícil se apropriar da própria vida e de como ir para a lua e trancar-se no quarto é tão mais fácil do que rever as resistências e os medos.

Quando observo sonhos, relato “... Não me deixe” e idealizo paraísos, entretanto, tento mensurar quantas vezes alcancei meus sonhos. E se realmente me deixarem...??? Será que demonstrei todos meus verdadeiros sentimentos?

Filosofando novamente: "Mas meus paraísos... E meus paraísos...??? Apenas quem no fundo dos meus olhos mergulhou pôde encontrar quem realmente sou".


Percebestes como projetar é constante? Ao concluir meus pensamentos, percebo que ao reprimir e menos questionar, perambulo em meio à escuridão e ao vazio.

Na parede do meu quarto, desenho formas, necessito de respostas e reclamo. Como são minúsculos meus problemas!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Metáfora...


Metaforicamente falando o que não se quer indagar diretamente;
Ou de relatar ao nível do consciente.

Mas acrescentar nossas vivencias de que mesmo “tropologicamente” dizendo a verdade,
Ainda não exista o significado da palavra SAUDADE.

Todavia, mesmo assim, o sentimento ali o consome,
E figuradamente todas as sensações que existem ganham nome.

Em constante translação fala-se implicitamente,
Mencionar a dura franqueza, mas de maneira diferente.

Por isso, mesmo expressando alteradamente,
Em meio essas verdades um dia “a gente” aprende.

Que mesmo a metáfora existente tido,
Só apenas valem à pena quando dá-se sentido.

domingo, 27 de junho de 2010

Danos do tempo...



Disseram-me que o tempo suporta todas as dores.
Falaram-me que as lagrimas com o tempo também vão cessando, mas apenas creio que elas somente findam-se quando fazem sentido em não derramá-las mais.
Quantas vezes não damos significado em certos sentimentos só porque não sabemos nomeá-los ou reconhecê-los?
E por mais complexo que seja o ser humano, por que queremos sempre entendê-los e esperar que expliquem tudo, simplesmente para saciar o que o nosso coração quer ouvir?
Por que os dias não são como os outros? Talvez seja por que, com ele, os seres humanos também mudem rapidamente com tanta freqüência...?
Usualmente compreendemos que as pessoas agem ao seu próprio tempo, mas também sofremos porque nossas dores existem...
Questionamos porque uma breve lembrança rasga nossas almas... Um simples abraço faz-nos dar sentido ao que pode ser mais puro e singelo; e reconhecemos que não precisa-se de muito para ser feliz.
Por que mesmo existindo tantas afinidades entre os seres humanos os sonhos podem divergir-se?
Por que é tão difícil entregar-se a alguém? Talvez seja por que é tão difícil saber lidar com as frustrações? É quando percebemos que tudo foge ao nosso controle e os preceitos construídos uma vida inteira são reaprendidos, todavia infelizmente das piores maneiras.
Perder o espaço, não conseguir permanecer em nenhum lugar... Perambular... Por que é tão penoso perceber que podemos nos perder sem ter percebido?
Por que existem pessoas certas, porém nos momentos errados? Ou será que todo dia é dia de aventurar-se, pois o futuro talvez não seja o destino, mas a tentativa de algo que apenas saberemos se vivenciá-los.
Questiona-se porque algumas vezes tentamos seguir sozinhos, porém a maioria das ocasiões para ser feliz não depende apenas de si próprio.
Por que envolver-se é tão embaraçoso? Entregar um pedaço da alma exige equilíbrio e sanidade. Mas quem vive um amor sem permitir as melhores loucuras ?
E quando se entrega a alma, por um segundo, acredite... perfazemos que a cegueira existe e os delírios nascem, todavia com elas o medo desperta e recua-nos a pertencê-los.
Disseram-me que o tempo cura todos os sofrimentos. Entretanto, as dúvidas existem.






sexta-feira, 28 de maio de 2010

A Arte de Sublimar...


Candido Portinari


"... Quanta coisa eu contaria se soubesse a língua como a cor..."
Portinari

Candido Portinari

Já foste tocado alguma vez por obras de arte? Por algum instante observou uma imagem, e assim mergulhaste em uma suposta história ou imaginaste como seria estar naquele universo? E então, quando se dá por conta, compreende o que realmente o autor da obra queria transmitir.

Quem porta desta sensibilidade é um ser capaz de degustar todos os tipos de sentimentos possíveis na humanidade, como por exemplo, a alegria, o sofrimento, a angústia, a ira, a compaixão, o amor e muitas outras emoções que rodeiam o simples ato de viver.

E quem estende as mãos e nos leva a esses mundos? Quem são esses artistas? Ou seja, quem tem o poder de se tornar em um mediador entre o real e o fantasmático? Dom?

Nós, seres humanos, somos semelhantes a uma planta, pois aonde existe luz temos capacidade em nos transformar. Quando somos inseridos a uma cultura temos aptidões em desenvolver níveis superiores como, por exemplo, em atividades artísticas, intelectuais, cientificas ou ideológicas. Segundo Freud, essas capacidades são regidas pelo Mal estar da Civilização.

Todavia, quando nos transformamos em seres sociais, também somos regidos de pulsão de morte, principio de prazer e de egoísmo, ou seja, o narcisismo; equipamentos psíquicos inconciliável com o convívio em sociedade. Entretanto a SUBLIMAÇÃO, isto é, o simples ato de criar, é um dispositivo que possibilita de o ser humano sobreviver e preservar uma vida em sociedade.

Quando reflito sobre tal conceito, questiono: será apenas a preservação de uma vida em sociedade?

A humanidade constantemente luta contra suas próprias pulsões, contra suas dores em uma batalha interna, em que suas falas não condizem com suas atitudes e as capacidades de elaboração muitas vezes ignoram e resistem às necessidades do homem, e assim o adoece.
Quando comparo o homem a uma planta, aguço a refletir sobre a luz que permeia suas atitudes, as inspirações; a SUBLIMAÇÃO.

Criar mundos, construir castelos, travar guerras, inventar cores, ensinar seres insensíveis a viver. Todos esses mecanismos além amenizar nossas pulsões perante uma sociedade rígida, fornece principalmente condições de dar vida ao que estava desvanecido.
Nós, seres humanos, temos a capacidade de transformar, por intermédio de nossas almas, a significar emoções, nomear confusões subjetivas no simples ato de criar, sem precisamente falar, relatar e tocar.

Então, quando viajar por meio de obras de arte, de sinfonias, de poemas, isto é, das sublimações alheias, nunca esqueça que além de uma criação, tens passe livre para percorrer em histórias subjetivas, e assim, reviver o que aquelas almas, de alguma maneira, no mundo ali se findaram.


Pablo Picasso

Pablo Picasso

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pertencer a um lugar...

Encontro de CAPS

Encontro de CAPS

Parte III

No dia 18 de Maio foi o dia da Luta Antimanicomial. Quantas lutas!

Hoje relato um pouco das conquistas e os métodos utilizados para o melhor bem estar de pessoas que portam algum tipo de sofrimento psíquico. Com muito orgulho elucido tal assunto, por meio das minhas experiências em estágios, práticas e pela pós-graduação em Saúde Mental, na qual estou me dedicando.

Acredito que o conceito em Saúde Mental tenha ganhado um melhor enfoque ultimamente, apesar de algumas situações ainda serem precárias nas redes públicas, no enfoque familiar e no olhar da sociedade.

Entretanto, como profissional da saúde, hoje vejo que aos poucos vamos conquistando nossos espaços, esforçando-se para levar vida, esperança, bem estar físico e mental através de: informações, orientações, reinserção social, e assim abraçando cada vez mais essa causa.

Algumas das conquistas utilizadas e que cada vez mais crescem nas comunidades são dispositivos como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Programas de Volta Pra Casa e as Residências Terapêuticas.

Esses dispositivos são um modo de reinserir pessoas que de algum modo foram excluídas da sociedade, se fecharam em seus mundos e que novamente, por direito, lutam por seus espaços.

Simples ações, como por exemplo, irem ao banco, participar de grupos sociais, fazerem parte de comunidades, utilizarem de todos os benefícios que são oferecidos para se VIVER.

Pertencer a um lugar... Todos pertencemos... Se um dia nos fecharmos a um mundo subjetivo, acredite... Esse nos espera...

Essa é a minha, a nossa luta... e a sua?




Profissionais e Estagiárias no encontro dos CAPS ;D

"Um pouco de Arthur"

"Arthur Bispo do Rosario era esquizofrênico paranóide e viveu internado 50 anos em um hospital psiquiátrico Em seu surto, recebeu a missão de recriar o universo para apresentar a Deus no dia do Juízo Final."



"...Inserido em um contexto excludente, Bispo dribla as instituições todo tempo."


"...A instituição manicomial se recusando a receber tratamentos médicos e dela retirando subsídios para elaborar sua obra, e Museus, quando sendo marginalizado e excluído é consagrado como referência da Arte Contemporânea brasileira."
http://www.urutagua.uem.br//005/12his_faria.htm



segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pertencer a um lugar...

Parte II


Pertencer a um lugar... Frase forte. Instigante.

Quando nascemos, já somos predestinados a um lugar, uma nacionalidade, uma cultura, uma sociedade e assim, a participação em alguns grupos.

Vários papeis são desempenhados na sociedade, existem muitas raças, aptidões, culturas, ideais, SONHOS, enfim, tudo torna-se uma mistura de seres humanos que conseqüentemente ocupam um espaço e pertencem a um lugar.

Bem... quase todos. A loucura, por exemplo, veio passando por vários estigmas durante toda a historia. Loucura... O que é loucura? Antes de prosseguir a leitura... Reflita tal conceito.

Enfim, a loucura tem enfrentado por preconceitos, durante todo o contexto histórico; pessoas portadoras de uma doença mental eram acometidas como seres demoníacos, sujeitos a possessões e exorcismos.

(Imagem "Extração da Pedra da Loucura" - Rituais realizados por Igrejas. Portadores de doenças mentais passavam por uma "cirurgia", onde suas cabeças eram furadas. Alguns chegavam a sangrar até a morte.)


Os transtornos mentais foram classificados de várias maneiras, ás vezes também era considerado como dádiva em algumas culturas, mas por pouco período de tempo. Entretanto, o desconhecido causa na humanidade MEDO, e assim, a loucura foi repreendida de novo e de novo...

A ciência foi ganhando força e a loucura começou a ganhar espaço nos estudos. Porém, não foi o suficiente para que SERES HUMANOS fossem submetidos a cruéis situações de negligencias, eletro choques, expostas a maus tratos, trancafiadas sem condições de higiene, amarradas, submissas a cruéis experimentos e muitas vezes levadas a óbito.


A loucura os prendia, mas suas fantasias clamavam por liberdade!


Pertencer a algum lugar instiga-me a refletir. A psicose transforma as pessoas em seres dependentes a um mundo embotado, um mundo que apenas eles fantasiam, deliram, alucinam e vivem.


O egoísmo nasce em seres incapazes de compreender que todos têm o direito de pertencer além do fantasmático e até onde suas condições oferecem. Quem disse que a vida é apenas o que se vê ao redor? Pode-se ir além...


A DIFERENÇA faz com que as pessoas tornem-se únicas, a ponto de pertencerem em sociedades, culturas, ideologias e até em seus próprios mundos. Não basta apenas fechar os olhos, é necessário sentir, acreditar e apostar na idéia!

domingo, 25 de abril de 2010

Pertencer a um lugar...



PARTE I

Gostaria de transmitir o que sinto. Normalmente uma melodia de alguma forma transforma a vida das pessoas, as tocam e as fazem refletir.

Por isso, minhas percepções e experiências poderiam promover sensações incansáveis, delirantes e fantásticas para quem lesse o que sinto. Pois, quando somos tocados por uma melodia, entramos em seu mundo e compreendemos seus sofrimentos, angustias e alegrias.

Pretendo escrever um pouco sobre uma das minhas paixões: A Saúde Mental. Descobri esta paixão nos estágios da faculdade. As primeiras experiências foram no hospital psiquiátrico e no CAPS.

Engraçado! Lembro como se fosse hoje. A sensação de ansiedade, medo e curiosidade ao colocar os pés dentro do hospital psiquiátrico. Conhecer a loucura era para mim, uma loucura, pois não sabia o que seria; como, por exemplo, o medo de ser atacada pelos pacientes, mas a curiosidade e a sensação de pertencer á aquele lugar me deu forças.


Havia estagiários apreensivos, curiosos e amedrontados esperando em uma sala, enquanto, no corredor da mesma, éramos separados pelos pacientes por um grande portão trancado por fechaduras e chaves.

Ao observar, quando os pacientes perceberam a presença dos estagiários, iam a bandos até o portão. Lá havia “seminaristas”, “Napoleões”, pacientes maltrapilhos, babando por causa dos medicamentos e músicas eram cantadas em um tom alto, clamada de dores, alegrias, louvores, alucinações e delírios vivenciados por eles.

A priori, a sensação foi de tristeza, dó e indignação, entretanto, havia naquele lugar SERES HUMANOS, e por algum motivo senti que fazia parte daquele lugar e que estava lá por um importante motivo: Humanizar e Compartilhar. A partir daquele dia, minha vida se transformou e como pessoa: eu cresci.

A partir disso, conhecê-los e entrar em seus mundos paralelos, me fez perceber que temos tendência e as mesmas condições em adoecer. Que somos iguais! Humanos ao ponto de frustrar-se, sofrer, amar, chorar, surtar e até enlouquecer.

Hoje posto para dizer que estou muito feliz em iniciar minha pós na área de Saúde Mental, e que pretendo continuar essa postagem relatando um pouco das minhas experiências, sensações e sentimentos frente a esse assunto.

Percebo que encontrei o meu lugar, minhas identificações, pretensões...
Com isso, procuro questionar: Qual é o lugar desses seres humanos? Não cabe a nós escolher, impôr, rotular... Todos pertencemos a um lugar, não importa o mundo, a escolha, e necessidade... O que importa é ser Feliz!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Momento Narciso...


Passando pra refletir...

Procuro sensações....

Sensaões nas quais sinto... em simples dias, noites frias, dias assim...

Palpitações, respiração... sem imagens, sem passagens, nem histórias...

Nessa constante procura, concluo que, nunca estará no outro...

Está tudo dentro de mim... Sou tudo isso e mais um pouco...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Um Suspiro, A Impaciência.


No presente momento o convido a fazer uma viagem. Não precisas de aparatos, apenas coragem, pois o destino é a própria alma. Quantas vezes perguntastes o porquê tantos planos não chegaram ao seu destino ou em quem colocastes culpa por não terem sidos cumpridos.

Quem não se cobra? Unhas roídas, mãos trêmulas e noites de insônia. Já até o classificaram, dizendo que seria ANSIEDADE e quando questionam os sintomas indaga-se que a sensação é de receio, apreensão, taquicardia, sudorese e dentre outros indícios.

Mas fechando os olhos, pense! Como esse medo nasceu e como foi que deixaste a insegurança preencher sua vida? Há quanto tempo conseguiste ficar só e avaliastes as próprias atitudes? Tarefa difícil até para os mais sábios, pois o inferno não é os outros e sim a própria incapacidade.

Nessa viagem, ao longe, suspira-se um som: PACIÊNCIA. Esta está presente na dádiva da vida, pois com ela tudo se torna verdadeiro.

Percebeste quanto tempo o botão de uma rosa demora a desabrochar? Quantas ventanias e madrugadas de neblinas suportam para transformar-se em uma linda flor. E a lagarta? Que repousa na esperança de um belo dia tornar-se uma borboleta, para assim, alcançar o céu. Todos, perante o dom da vida, acreditam nos seus destinos.

E porque não acreditastes em si? Sendo o único ser capaz de construir a própria história, fazer escolhas e viver não apenas para desabrochar ou voar, mas aprender com as frustrações e um dia poder fazer tudo novamente, contudo de maneira desigual.

Saibas que, conhecer a si é ser presenteado com a dádiva da PACIÊNCIA, pois apenas quem a possui, saboreia o fruto mais doce: o desvelar da própria história.


Aff! Esse tempinho frio me desperta muita inspiração! Paciência! Pra quê portar a impaciência se ao nosso redor há muito o que desfrutar, sentir e viver! Espero que tenha agradado algum leitor...

bjo bjooo

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A Verdade sobre o Desejo.



O que motiva o ser humano a suportar certas dores? O que instiga o homem a buscar cada vez mais a realizar sonhos? O que o faz tornar-se um ser ativo ao invés da passividade?

Como certos crentes, perante a vida, possuem da paciência para conseguir algumas coisas? Ou nem sempre... Às vezes é difícil deixar que a paciência reja sobre os desejos.

DESEJO, palavra na qual desperta nos indivíduos repulsa, satisfação, meta, sentido e loucuras. No senso comum, o desejo é considerado de cunho sexual, aquele que remete o ser humano a realizar fantasias ocultas e a desempenhar comportamentos findados ao ato relacional.

Atualmente, a busca de satisfação imediata aumenta na existência dos seres humanos, contudo a vontade de sanar os desejos transforma-os em dependentes químicos, impulsivos, compulsivos e a desenvolver muitos outros problemas, que findam a capacidade em reconhecer os próprios limites.

Quem é que não impõem metas para viver? Existem aqueles que fazem da vida alvo de objetivos, como por exemplo, estudar para se formar e conseguir um emprego a altura do merecido, casar e construir uma família, ser feliz e etc.

Em meio a todos os objetivos, o sentimento de tornar-se um ser melhor, tomar as rédeas da vida, construir um caminho conforme o planejado e se apropriar da própria essência, atribuindo o “sentido”; também é considerado um desejo.

Porventura, se o desejo incita o sentido, por outro partido, também ocasiona a sua perca. Faz com que os seres humanos tornam-se vendados à realidade e se transformam em “loucos”.

Entretanto, quando ouvir-se falar sobre a realização de um desejo, sabe-se que nunca existirá a satisfação real, mas a procura de uma falta nunca realizada, clamando para que um dia assim, seja saciada.

O desejo, todavia, é a “alavanca” que sempre moverá o ser humano. Sendo assim, ás vezes sua salvação, porém por vezes o seu próprio carma; pois enquanto houver um suspiro de desejo, sempre haverá seres portadores de sentimentos designados à vida. E você... qual é o seu desejo?



Esse post é dedicado ao grande amigo Marcos Paulo.
Foi quem me deu a idéia do tema, espero ter correspondido...
:D
Bjo bjo

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Respeito = Amor Próprio




"Os homens não tem muito respeito pelos outros porque têm pouco até por si próprios"

(Leon Tolstoi)


Olá!!! Hoje inicio com uma frase interessante aos olhos daqueles que questionam sobre o tema RESPEITO.


RESPEITO... Palavra na qual porta muitos questionamentos, geram conflitos e motiva educadores e profissionais de várias áreas. No dicionário a palavra RESPEITO é caracterizada como: 1. Ato ou efeito de respeitar (-se)/2. Reverência, veneração/3. Lado pelo qual se encara uma questão; ponto de vista; aspecto/4. Medo; temor, receio/5. Relação; referência/ Etc.


Atualmente, deparamos com situações cotidianas que instigam nossas atitutes frente ao próximo, como por exemplo, em casa, com os amigos, no serviço, na fila do banco, no trânsito, no restaurante, na escola e etc. Porventura, também encontramos fatos que nos impressionam por um constante desalento, exemplificando, cenas de violência familiar, violência no trânsito, preconceito, abuso de autoridade, abuso sexual e entre muitos outros abusos que nos enojam, e que dia-após-dia somos obrigados a engolir ou "fingir" que estamos acostumados com tais ocorrências.

Entretanto, diante de tantas circunstâncias, atualmente pais, educadores e profissionais desmotivam-se e amedrontam-se idealizando ou aguardando um futuro devastador. Esperar...eis a solução???

Todos sabemos que o comportamento desempenhado por pais/cuidadores, educadores e qualquer outro tipo de personagem representativo, ajudam a desenvolver a personalidade das crianças. Poranto, quando tais figuras apresentam dificuldade em seguir regras, limites e respeitar o próximo, contribuem para que os mesmos atos sejam repetidos e melhor ou "pior" aprimorados, com o tempo, por aqueles que os veneram. Fica aí, um dos itens citado no dicionário relação e referência, ou seja, quando o individuo é admirado, mínimas condutas são imitadas.

Impor será a melhor solução? Respeito em troco de terrorismo? Pense sobre isso...

Antes de finalizar, a conclusão e a mensagem que pretendo deixar são pensamentos que permeiam e movem meus atos de esperança.

Acredito que instigar o ser humano a acreditar em si próprio, enxergar na capacidade em lidar com seus sentimentos, frustrações e a compreender um pouco mais de si; auxilia a perceber que o respeito, antes de mais nada, é um ato para apenas pessoas fortes o bastante e capazes de aprenderem com as diferenças.
O amor próprio é o primeiro passo.


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Psicologia = Laços de Amor





Salve Salve!!!!


Há quanto tempo não posto aki???
Quanto tempo, não?!?!
Eu havia jurado que iria levar esse blog mais a sério, mas por forças maiores me afastei.
Creio que esses motivos possam-se dar um desconto. :D
Estou muito feliz, pois comecei a trabalhar, na qual, irá fazer um mês dia 4 de Abril.
Fui contratada pelo Educandário da cidade que porventura, é uma das áreas em que me identifico e amo desempenhar.

Crianças sempre foi uma paixão em trabalhar, ainda mais poder ter a oportunidade em desenvolver atividades e estar em contato com crianças que estiveram em situações de risco, me faz olhar para a própria infância e refletir o que poderia ser mudado ou encarado como uma benção.

Está sendo fantástico, mesmo ainda conhecendo tudo minuciosamente, espero corresponder as expectativas da instituição e ajudar as crianças a manter a saúde psiquica e a desenvolverem um caráter suficiente para suas pequenas almas em construção.
Antes de finalizar, coloquei uma imagem muito linda e interessante que achei pela net.
Quando a vi, imaginei como o meu trabalho de psicóloga será importante para a reconstrução da vida dessas crianças:
Ajudá-las a compreender que o vínculo é importante, mesmo que a vida tenha os afastada do mais simples contato parental.
Ajudá-las a entender que a confiança é essencial para que se possa construir, durante todo o caminho da vida, laços verdadeiros de cumplicidade e amor pelo próximo, e principalmente por si mesmo.
E fudamentalmente, poderem se apropriar da própria história, e das possibilidades que, atualmente a vida os oferecem.


Bom... por hoje é só!! Bjo bjoo

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Você tem fome de quê?"


Olá! [...]

Sexta-feira...

Meu gato (Risinho) está deitado ao meu lado, na qual este é meu companheiro, grande companheiro... Fofinho, ronca quando eu o coço, dorme e acorda ao meu lado, e quando saiu nas noites este me espera...

Hoje ele está tranquilo, pois ficarei ao seu lado até altas horas, esperando o sono apossar da minha mente... e assim adormecer...

Mais um dia trancafiada em quatro paredes... por favor, não quero que ninguém se culpe por isso, mas isso pode ser uma necessidade minha de estagnação frente à vida....

Estava relfetindo... Estou péssima, pois nunca mais havia comido tanto como agora pouco. Comi um big de um X-Tudo... :S

Isso pode se chamar "gula"... Mas... Tal atitude fez-me relfetir sobre uma música (Comida - Titãs), na qual destaca a seguinte frase: "Você tem fome de quê?"

EU TENHO FOME DE QUÊ?

Inevitavelmente não podemos deixar de assemelhar comida com afeto. Sabemos que a primeira necessidade básica de um bebezinho é o alimento e que, é fornecido pela mãe, ou seja, através da maternagem e assim, associado ao "afeto".

Entretanto, hoje em dia, é comum encontrar a busca incessante da satisfação afetiva por meio da alimentação, como por exemplo, a compulsão por alimentos. A anorexia seria pela falta de alimento, ou então pela rejeição ao afeto [ essa parte da anorexia foi uma hipótese criada momentaneamente por mim, mas é um fato que mais pra frente gostaria de estudar mais a fundo].

Portanto, retornando a frase acima "Você tem fome de quê?", ao devorar aquele big lanche: EU TENHO FOME DE QUÊ?

Ultimamente ando comendo horrores e questiono o que tanto quero suprir? Ou o que tanto busco para me satisfazer? Que "buraco" eu quero tampar?

Ainda procuro por respostas... mas e vc? "Você tem fome de quê?"


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Teoria do Vazio


Aqui estou eu... navegando na internet no início da madrugada...

Navega daqui... navega de lá... Esperando não naufragar mais uma madrugada a fora em meus pensamentos.

Acho que esse foi um meio de "botar pra fora" alguma coisa que não está bem.
Normalmente o ser humano sofre muito com o sentimento de "vazio", ainda essa teoria é algo que está sendo estudada, mas é um pressentimento que cada vez mais está presente na modernidade.

Não sabe-se se é o excesso de informação causado pelo capitalismo, ou se são os sentimentos que estão mudando com muita frequencia, como por exemplo, "A fila Anda", ou se somos cobrados incansávelmente por uma sociedade rígida e cada vez mais individualista.

Entretanto, a "Teoria do Vazio" é o "eu " tentando encontrar o ego, que na verdade é difícil de se deparar, e assim, enfrentando dia após dia situações que nos fazem refletir sobre o que é "certo" ou "errado".


Hoje, a conclusão que chego é a mesma... essa teoria existe... e o mesmo sinto em dizer... que também sou afetada por tais questionamentos.


Mas de uma coisa eu sei... escrever é o mesmo que relatar através da fala, e enfim posso reorganizar minhas percepções e meus pensamentos elaborando talvez uma parte do sentimento de "vazio".


Sinto que de alguma forma, estou tentanto voltar ao mundo... este mundo... longe de um vazio que as vezes precismos nos esconder... Afinal, a dor é sinal de vida...


Achei esse poema na net... de alguém que possa ter sido afetado ou simplesmente questionado sobre tal assunto:

A Teoria do Vazio

Dumas cores inatas
Tantos pensamentos oníricos
Devoravam os olhos dum homem
Que de suas formas
Sentia os cheiros,
O único homem que se invertia e compenetrava-se
Contradizendo até o último instante, inexistente
Seu único e desastroso erro,
E humilhado olhava para o interior da terra
Onde lá estas estavam
E o quê ainda não está, na fila está à espera

(...)

tags: Arapiraca AL literatura empty theory teoria vazio

Chuva...


Que chuvinha...

Quanto tempo fazia que a chuva não tocava tal sinfonia?

Nublado e cheiro de água fresca tocando sobre a terra seca.

Já havia me esquecido da chuva de Fevereiro; do final das férias juvenil.

Na época da minha pré-adolescencia tudo parecia tão díficil.

Ainda não considero-me adulta, nem uma adolescente, mas sei que o peso da responsabilidade cada dia vem me cobrar ações, renúnicias e um tempo para me reestruturar.


Mexendo em alguns poemas meus, encontrei um que fala exatamente sobre "Chuva" e acho que é o momento de colocar um poucos dos meus pensamentos...Então, lá vai...




*PENSAMENTOS* by Naya



"Caia chuva... E molhe minha alma.
Que clama por salvação.
Molhe minhas lembranças.
Que já se foram em vão.

Em suas enxurradas.
Leve minhas crenças.
Minhas dores.
Minhas desavenças.

Faça-me renovar.
Minhas atitudes que tornam-se válidas,
Meus medos que se amenizaram
Pelas terras áridas.

Faça-me jurar que jamais.
Mudarei por um amor.
Mesmo que seja o único.
E por essa atitude me traga dor.

Que ventos tragam coragem.
Devaneios irão e virão.
Mas que forças nasçam de solos úmidos.
E assim novos frutos reproduzirão.

Nesse caminho contra o tempo.
Toda chuva terá regado.
Jardins esquecidos.
Que jamais serão visitados.

Como meu coração.
Que já fora morto por tristezas,
E assim, serão levadas.
Ao longe pelas correntezas. "

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Chegando...



Olá!!

Meu primeiro post...

Bom, já tive outros blogs da vida e espero que esse não seja apenas mais um.

Tive a idéia de novamente virar blogueira após visitar o blog de uma amiga (Bete).

Percebi que o blog filtra a individualidade de cada pessoa da forma mais íntima e que, de certa forma, torna-se um diário expresso de sentimentos, sonhos, tristezas e dúvidas; a fim de compartilhar com o próximo as tantas qualidades morais regidas por nós: humanos.

Talvez seja pelo momento em que encontro-me, e então, captei a necessidade em "desabafar" ou simplesmente relatar um pouco de mim.

Lá vai... resumirei um pouco de mim...

Sou recém formada em Psicologia, costumo dizer, para quem me pergunta :" O que vc faz?", que sou uma "Psicóloga em Estudo"...rss. Talvez seja pela insegurança em ainda não saber quais rumos tomar... Aí me perguntam: Estudo de quê?? Porventura, respondo: " Das possibilidades que poderão surgir ou que mais me atraiam..." Acho que é por isso que ainda estou em "Estudo".

No momento estou solteira...

Enfim, sozinha com meus pensamentos... inseguranças... dúvidas...

Se me perguntarem... "Até quando? Você sente-se bem?". Sabe que não sei...

Como dizem , os grandes filósofos, que as dúvidas movem grandes descobertas... Portanto, estou me descobrindo.

Quero que saibam... ninguém é perfeito... e Psicólogo é humano... e também sofre rss

Bjo Bjo